Biossegurança em época de Coronavírus

O controle da cadeia asséptica no ambiente odontológico é de suma importância para evitar proliferação de doenças entre os pacientes, dentistas e auxiliares que por ali circulam. Estes cuidados devem sempre fazer parte da rotina operacional dos consultórios. A pandemia do Coronavírus alertou a sociedade para alguns detalhes simples de higiene (lavar mãos e rosto, utilizar álcool gel, atenção com calçados). No entanto, estes hábitos precisam ser sempre utilizados, independente de estarmos diante de uma epidemia.

No que tange a odontologia, há muitos anos, os profissionais estão acostumados com uso de luvas, máscaras, algumas vezes gorro, aventais de tecido e descartáveis, bem como à troca dos EPIs a cada nova consulta. Não obstante, pode se lançar mão de propés, uniforme cirúrgico para uso dentro das clínicas. Lavar as mãos, rosto, são rotinas óbvias na vida de um odontólogo. Desinfecção do chão, superfícies, sugadores e cuspideiras com hipoclorito, é fundamental para assepsia do local, bem como limpeza das cadeiras e acessórios com álcool 70.

Todos instrumentais, brocas e os mais variados dispositivos cirúrgicos devem ser esterilizados em autoclaves, previamente embalados em papel grau fechado com uso de seladora padronizada. Tal equipamento necessita estar devidamente calibrado e testado física e microbiologicamente, para isto, existem fitas, marcadores no papel grau e minincubadoras biológicas, afim de se obter uma esterilização precisa.

Na sala de atendimento, anteriormente desinfetada, preconiza se utilizar campos limpos por sobre as mesas clínicas, barreiras plásticas envolvendo canetas de alta e baixa rotação, seringa tríplice, sugadores, porta resíduos e refletores, colocar babeiros impermeáveis sobre paciente, dependendo do procedimento, gorro e óculos de proteção também. Seguindo esta linha, o operador deverá vestir no mínimo avental, luvas, máscara, gorro e óculos de proteção. Todo material descartável precisa ser colocado em lixo contaminado e caixa para perfuro cortantes (este material é coletado por empresas particulares que dão o destino adequado ao lixo hospitalar). Já os instrumentais, brocas e afins são colocados em caixas plásticas com água e detergente, para após serem lavados, secos, embalados, selados e finalmente, esterilizados em autoclaves.

Esses procedimentos sempre fizeram parte da cultura de atendimento da Ideali Odonto, de tal forma que não é nenhuma novidade em relação a maneira como nos preparamos para atender nossos pacientes. Estamos verdadeiramente aptos para atendê-los frente qualquer epidemia, já que evitar contaminação cruzada, faz parte de nossa rotina desde sempre.

Dr. Felipe Crippa Smith (CRO-RS 13.282)
Especialista em Implantes Dentários e Clínico Geral

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